Não se pode falar de educação sem amor...
A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar
para mudar o mundo. Os filhos tornan-se para os pais, segundo a educação que
recebem, uma recompensa ou um castigo. Educar é crescer. E crescer é viver.
Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra...
sábado, 4 de setembro de 2010
Bater não adianta
Estamos na onda da proibição das palmadas, porque elas nem educam nem resolvem nada.
Pelo visto os candidatos que estão descendo nas pesquisas não estão observando esse dado.
Esse filme eu já vi bem pertinho por aqui. Bater não é a fórmula para crescer. As pesquisas é que estão dizendo isso.
As crianças que recebem agressões físicas tendem a ser adultos agressivos, álcoolicos e até depressivos.
Para uma relação harmoniosa e tranquila entre pais e filhos, tem que haver o respeito mútuo e não o filho ter medo dos pais.
Ao chamar atenção do seu filho procure abaixar-se para que seus olhos fiquem na mesma direção dos olhos da criança, esponha a criança o que de errado ela está fazendo e tente explicar quais são os seus sentimentos referente ao ato disciplinado, e ainda explique a criança como seria melhor se ele se comportasse da forma certa.
Também tem o cantinho do castigo... Eu gosto de chama-lo de cantinho da Reflexão. Esse cantinho deve ser um lugarzinho onde a criança após a conversa ficará sentada pensando nas atitudes dela.
O tempo para a criança ficar no cantinho de Reflexão é de acordo com a idade da mesma, para cada 1 ano de vida colocamos 1 minuto.
Se o seu problema com o pequeno é a bagunça que ele faz, tente incluir ele na arrumação da bagunça, ele verá quanto dá trabalho arrumar e logo passará a não fazer tanta desordem.
Lembre-se
Hoje seus filhos são crianças e Vocês cuidam deles, amanhã eles serão adultos e Vocês serão idosos e eles que vão cuidar de Vocês, então plantem AMOR hoje para colher AMOR amanhã!!!
Crianças contando mentiras
Algumas crianças durante a infância desenvolvem o péssimo hábito de contar mentiras, prejudicando o seu convívio com outros de sua idade e preocupando os pais. Tal comportamento pode acontecer devido ao mundo de fantasias que os pequenos criam até os seis anos de idade.
As crianças até os seis anos de idade não possuem maturidade o suficiente para distinguir imaginação e realidade, por isso contam histórias mirabolantes. Essa fase é natural, colabora com o desenvolvimento da criatividade e representa uma base para o pensamento lógico. A partir dos sete anos, as crianças mentirosas já devem começar a ser um motivo de preocupação.
Tendo em mente a diferença entre mentira e verdade, as crianças com mais de sete anos não inventam histórias por inocência, elas já são capazes de agir com discernimento. Quando as mentiras se tornarem freqüentes, os pais devem chamar o filho para uma conversa, mostrando o quanto esse tipo de comportamento é errado. Mentir durante a infância também pode ser um indicativo de angustia e insegurança.
O personagem do pinóquio simboliza a mentira, toda vez que ele mentia, o seu nariz crescia e com a criança mentirosa, é claro que é diferente. O hábito de contar mentiras é muito feio, e deve ser cortado logo no início, quando os pais percebem a primeira mentira. Se ignorarem a mentira do seu filho, com certeza, outras mentiras virão.
A criança deve ser repreendida quando contar mentiras e deve-se explicar a ela o porque de não mentir. Em algumas crianças o hábito da mentira se torna constante, mas os pais não devem desistir de encucar nas suas cabecinhas e castigá-las se não obedecerem e pararem de contar mentiras.
Infelizmente, algumas crianças mentem quando os seus pais pedem, por exemplo, filho fala que não estou e depois quando eles contam outra mentira, os pais os repreendem, estando eles totalmente errados. Os filhos seguem os exemplos dos pais, por isto, mantenham uma boa conduta perto deles e longe deles é claro, pois com certeza eles imitarão aos seus pais!
Chá de Bebês e chá de fraldas
O chá de bebê é um evento tradicional para a mulher grávida, ela reúne as amigas para uma confraternização onde as convidadas trazem presentes e participam de brincadeiras. Optar pelo chá de bebê é uma ótima opção para as futuras mamães que desejam enriquecer o enxoval dos filhos.
A festa acontece de uma maneira simples, mas num geral ela costuma ser muito divertida e dinâmica. A gestante pode colocar no convite o artigo que deseja ganhar no chá de bebê ou não, isso é um critério a se decidir. Quando não são feitos pedidos, as convidas costumam ficar indecisas sobre o que comprar para o bebê que está prestes a chegar.
Os produtos para se presentear no chá de bebê se dividem em quatro grupos: cama e banho, alimentação, acessórios e vestuário; confira a seguir algumas sugestões interessantes para se comprar.
- Cama e banho: cobertor, cortinado, fraudas, lençóis, protetor de colchão, termômetro para banho.
- Alimentação: bico de mamadeira, babador, prato térmico, mamadeira para suco, Esterilizador de mamadeiras;
- Acessórios: abajur, banheira, babá eletrônica, pinico, porta frauda, móbile;
- Vestuário: culotes, conjuntos pagão, pijamas, sapatinhos, macacões, meias.
Uma dica a cada convite alem do presentinho escolhido, adicione um pacate de fraldas e não esqueça de colocar o tamanho da fralda.
Lembre-se que seu bebê usará poucas fraldas RN, e usará um pouco a mais da P, então marque mais fraldas tamanho M e tamanho G
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Birras das Crianças - Como Evitar
As crianças costumam apelar para as birras quando desejam alguma coisa, essa reação é uma forma encontrada de chamar atenção dos pais. Sendo caracterizado por crises de choro e agressividade, a birra precisa ser controlada no início antes que se torne freqüente.
O auge da birra acontece entre um e três anos de idade, nessa fase algumas crianças não reconhecem limites e passam a assumir um comportamento apelativo para conseguir o que desejam. Bater nos filhos costuma ser a solução mais comum encontrada pelos pais, porém não é esse tipo de iniciativa que melhora o comportamento da criança, só vai familiarizá-la ainda mais com a agressividade.
As birras infantis podem ser evitadas com muita conversa entre pais e filhos, expondo aos pequenos que o comportamento alterado é desnecessário. Devido a pouca idade, as crianças podem sentir dificuldade para compreender as explicações dos adultos, por isso tenha paciência e saiba impor os limites com o temperamento moderado.
10 dicas para lidar com as birras infantis
1. Por pior que seja o “espetáculo”, NUNCA, JAMAIS, em tempo algum bata no seu filho.
2. Antes de sair, previna-se de possíveis contratempos. Se vai ao supermercado, fale que a criança tem direito a escolher dois doces, por exemplo.
3. Não ceda às manipulações. Mostrar que birras não dão resultado é um jeito de desestimulá-la a repetir a cena.
4. Avise seu filho que só conversará com ele depois que ele se acalmar (e você também...).
5. Se precisar dar uma bronca na criança, espere ela terminar de espernear e explique por que está sendo punida. É importante que ela entenda o que fez de errado e, para isso, precisa estar tranqüila para conseguir ouvir o que você tem a dizer.
6. Não brigue com seu filho na frente de todo mundo; isso o fará se sentir humilhado.
7. Desvie o foco da criança. Mostre um objeto diferente, o cachorrinho passando na rua, o avião lá no céu... Use a criatividade!
8. Algumas vezes, por trás da birra existe uma criança com fome, sono ou carente. Se for esse o caso, responda pacientemente e faça um carinho. Às vezes, é só disso que ela precisa.
9. Simplesmente ignorar a birra também pode dar bons resultados. Respire fundo.
10. Se não tiver como conter o show no meio da loja, simplesmente pegue seu filho no colo e vá embora. Sem escândalos. Ele vai perceber que não adiantou nada e você evita o constrangimento.
O auge da birra acontece entre um e três anos de idade, nessa fase algumas crianças não reconhecem limites e passam a assumir um comportamento apelativo para conseguir o que desejam. Bater nos filhos costuma ser a solução mais comum encontrada pelos pais, porém não é esse tipo de iniciativa que melhora o comportamento da criança, só vai familiarizá-la ainda mais com a agressividade.
As birras infantis podem ser evitadas com muita conversa entre pais e filhos, expondo aos pequenos que o comportamento alterado é desnecessário. Devido a pouca idade, as crianças podem sentir dificuldade para compreender as explicações dos adultos, por isso tenha paciência e saiba impor os limites com o temperamento moderado.
10 dicas para lidar com as birras infantis
1. Por pior que seja o “espetáculo”, NUNCA, JAMAIS, em tempo algum bata no seu filho.
2. Antes de sair, previna-se de possíveis contratempos. Se vai ao supermercado, fale que a criança tem direito a escolher dois doces, por exemplo.
3. Não ceda às manipulações. Mostrar que birras não dão resultado é um jeito de desestimulá-la a repetir a cena.
4. Avise seu filho que só conversará com ele depois que ele se acalmar (e você também...).
5. Se precisar dar uma bronca na criança, espere ela terminar de espernear e explique por que está sendo punida. É importante que ela entenda o que fez de errado e, para isso, precisa estar tranqüila para conseguir ouvir o que você tem a dizer.
6. Não brigue com seu filho na frente de todo mundo; isso o fará se sentir humilhado.
7. Desvie o foco da criança. Mostre um objeto diferente, o cachorrinho passando na rua, o avião lá no céu... Use a criatividade!
8. Algumas vezes, por trás da birra existe uma criança com fome, sono ou carente. Se for esse o caso, responda pacientemente e faça um carinho. Às vezes, é só disso que ela precisa.
9. Simplesmente ignorar a birra também pode dar bons resultados. Respire fundo.
10. Se não tiver como conter o show no meio da loja, simplesmente pegue seu filho no colo e vá embora. Sem escândalos. Ele vai perceber que não adiantou nada e você evita o constrangimento.
Desidratação infantil
Para afastar esse risco, no calor, seu bebê precisa de mais líquido e alimentos saudáveis e bem higienizados
No verão, nosso corpo perde mais água do que o normal por causa da transpiração. Um bebê de colo, que tem 75% do seu peso formado por água, perde líquidos com mais facilidade ainda. E como o sistema de defesas de seu organismo ainda está em formação, ele tende a ser mais sensível às contaminações por vírus ou bactérias que, alojadas no intestino, provocam vômitos e diarréias — os grandes vilões da desidratação.
Melhor proteção
Se o seu filho é alimentado exclusivamente no peito, está superprotegido desses males do verão. "O aleitamento materno supre todas as necessidades da criança, inclusive a de água, até os seis meses de idade", diz o pediatra Marcos Vasconcellos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. E não é preciso dar mais água se o bebê estiver doente, com febre, ou o dia estiver quente demais? "A febre pode fazer a criança transpirar mais, assim como um dia de calor intenso. A mãe pode dar de mamar mais vezes ou oferecer água ao bebê, filtrada e fervida, num copo ou colherinha", explica o pediatra.
Papinha fresca
Quando outros alimentos já fazem parte da dieta de seu filho, o principal cuidado a tomar é com a higiene no preparo da refeição e a conservação dos ingredientes. "A comida se deteriora com facilidade no calor, aumentando o risco de a criança contrair infecções intestinais pela ingestão de alimentos contaminados", alerta Marcos Vasconcellos.
Desidratou
Sede, boca seca, saliva espessa, olhos fundos, moleira baixa, moleza, diminuição da elasticidade da pele, urina escura e em pouco volume são os sinais comuns de desitratação nos bebês. É preciso combatê-la com o soro que repõe a água e os sais minerais perdidos pelo organismo, mas não o caseiro, que deixou de ser recomendado, porque não existe um padrão de medida para os ingredientes e, com isso, um controle de sua eficiência. "As mães devem procurar o Soro para Reidratação Oral (SRO), encontrado nos postos de saúde, e dar à criança uma colher de sopa (15 ml) a cada 15 minutos ou após evacuar. Nas farmácias, devem pedir o soro tipo 90, que tem medida equivalente ao distribuído nos postos", diz o médico. Se os sintomas não cederem, ele aconselha procurar um serviço de saúde para uma avaliação adequada.
COMO EVITAR
•Dê líquidos ao bebê: água filtrada, sucos naturais, água de coco e chás, menos o
de erva-mate, pois tem cafeína e é diurético, podendo intensificar a desidratação. Adoce pouco, porque o açúcar em excesso é laxativo.
•Sol, só antes das 10 h
e após as 16 h.
•Evite deixar seu filho
em locais pouco ventilados.
•Ofereça alimentos pré-cozidos e frutas. Mantenha-os sempre limpos e guardados
em locais frescos.
•Vista a criança com roupas leves, de preferência de algodão, que não impede a transpiração normal.
Fique alerta:
*A desidratação infantil, que pode levar uma criança à morte em pouco tempo.
*Em casos mais graves, injeta-se no sangue, gota a gota, uma solução
chamada soro fisiológico, para compensar a água perdida
*Apesar de sua gravidade, a desidratação é facilmente tratável, desde que os sintomas sejam reconhecidos rapidamente e se tome os devidos cuidados.
*Os soros Disponíveis nas farmacias com sabores especiais como tutti-frutti, laranja, abacaxi e até mesmo guaraná, o que aumenta a aceitação, especialmente das crianças.
*Consulte sempre um Médico
Uma receita que salva
O soro caseiro deve ser preparado da seguinte maneira:
· uma colher de chá de açúcar;
· uma colher de café de sal;
· um copo de água filtrada (200ml)
Alguns Estados distribuem gratuitamente para a população nos postos de saúde, é só pedir a atendente
Seu filho quer um animal de estimação?
As crianças que se criam junto com animais de estimação apresentam muitos benefícios. O despertar de sentimentos positivos para o animal pode contribuir para a auto-estima e autoconfiança da criança. Um bom relacionamento com os animais pode também ajudar no desenvolvimento na comunicação não verbal, a compaixão e empatia.
Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados por um adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do animal e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e oferecer-lhe um pedaço da sua bolacha, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. É neste aspecto da vida e da morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, pois a criança aprende a lidar com a perda e com a dor.
Enfim, são inúmeros os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Veja um resumo deles abaixo:
* A criança que convive com animais, é mais afetiva, repartindo as suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos acontecimentos, é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.
*Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolve uma boa auto-estima.
* Relaciona-se facilmente com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe o valor do respeito.
*Desenvolve a sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, tendo mais facilidade para lidar com a frustração e liberta-se do egocentrismo.
Escolha do animal de estimação
Enquanto qualquer animal de estimação pode proporcionar prazer as crianças, é importante que se escolha o animal adequado para sua família, sua casa e estilo de vida, e um que a criança possa ajudar a cuidar. Os pais devem ser cuidados e não escolher animais agressivos como animais de estimação. Lembre-se que mesmo os animais domesticados e ttreinados podem ser agressivos. Os animais exóticos e pouco comuns podem ser difíceis de cuidar e deve-ser ter muito cuidado ao considerá-los.
No caso do cachorro, por exemplo, crianças de 3 e 4 anos podem tê-los, uma vez que já adquiriram certa autonomia. Nesta idade, os pequenos possuem habilidades motoras, são capazes de se defender e entender algumas regrinhas do que é ou não permitido fazer. Eles sabem, por exemplo, que não podem subir no cachorro ou puxar suas orelhas.
As crianças menores de 3 anos, não tem a maturidade para controlar seus impulsos de agressividade e irritabilidade, devem ser observadas quando estão com seu animalzinho.
Para ter um pássaro não há restrição de idade e os pequenos podem ajudar nos cuidados com a limpeza e a alimentação. Os gatos são indicados a partir dos 3 anos. Eles são bichos limpos, carinhosos e proporcionam tranqüilidade. Os peixes também são próprios para crianças com iidade a partir dos 3 anos e os roedores são recomendados para a faixa dos 4 anos. Estes últimos são dóceis, tranqüilos e exigem uma manutenção barata.
Cuidados com os animais
As crianças deve-se lembrá-las, que os animais, assim como as pessoas, necessitam de alimento, água, exercício e carinho.
Explicar que o animal muitas vezes não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação e não irritar-se quando o animal não obedece.
Conforme a idade da criança, é importante que os pais atribuam a elas algumas responsabilidades quanto ao cuidado do animal, como dar comida, remédio ou pentear o pêlo.
Os pais são modelos por excelência. As crianças aprendem a ser os donos responsáveis de seu animal de estimação observando o comportamento dos pais.
.Antes de comprar, pense...
... na idade da criança - Não existe uma idade certa. Mas se o seu filho nasceu faz pouco tempo, espere até ele fazer uns 3 anos. Ter um filhote e um bebê em casa requer muita organização e disponibilidade de tempo.
... no espaço disponível - Peixes, roedores, aves e gatos se adaptam bem em casas pequenas e apartamentos. Para cachorros, não vale pensar só no tamanho. Algumas raças pequenas não suportam lugares com pouco espaço, enquanto outras, médias, ficam bem neles, desde que os donos façam passeios diários. Por isso, informe-se sobre as características da raça antes de finalizar a compra.
... nos gastos - Sim, eles existem e podem fazer diferença no fim do mês. Gatos e cachorros precisam de vacinas e vermífugos. Aves, como a calopsita, necessitam ter as asas aparadas para não voar e fugir. Roedores exigem gaiolas específicas. Gatos requerem areia determinada para fazer xixi e cocô. E todos devem comer rações de boa qualidade.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Educação Financeira para crianças
A coisa mais importante para as crianças são seus pais. Pessoas muito ocupadas, dedicadas o tempo todo ao trabalho, voltam para casa e absorvem-se no telefone ou no computador. Elas podem sentir-se culpadas por não estarem envolvidas com os filhos e começam a gastar dinheiro para diminuir essa culpa. Nos EUA, há uma indústria lucrando com a ansiedade dos pais, observa Joshua Sparrow, pediatra, professor da Universidade Harvard (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 nov. 2004, p. A14).
A principal motivação para uma criança aprender é o prazer sentido em estar perto de outras pessoas. O desenvolvimento cognitivo não pode ser separado do desenvolvimento emocional. Se o pai exercer pressão pela parte cognitiva, a criança acabará desistindo de dar-lhe atenção nos momentos de ensinamento. Nos primeiros quatro ou cinco anos de idade, as crianças aprendem muitos dos valores morais ensinados. Elas começam a respeitar os outros e a ter consciência dos sentimentos e das necessidades das outras pessoas. Nos primeiros anos, a criança deve aprender a ter autoconfiança suficiente e a ter coragem de encarar o desafio. A melhor maneira de aprender é correndo o risco de errar. A vida das crianças não pode ser só de alegrias. Elas têm de experimentar o esforço ou o trabalho mediante recompensa (nem sempre imediata), pois senão poderão sofrer desapontamentos pelo resto de suas vidas, diz Sparrow (id.).
As bases para o aprendizado e para a pessoa sentir-se feliz com ela mesma são fundamentais nos primeiros anos de vida, avalia Thomas Barry Brazelton, pediatra, professor da Universidade Harvard. Os pais querem sempre dar o melhor para seus filhos. Pais de classe média podem viver uma situação de estresse quando ambos trabalham fora e têm, por exemplo, a mídia competindo pelas mentes e corações de seus filhos. Os pais mais pobres enfrentam, também, outros estresses devido à sua condição de pobreza, como a preocupação com comida, dinheiro ou moradia (id.).
Educação financeira
As bases da educação financeira são transmitidas por meio de atitudes simples, na rotina do relacionamento entre pais e filhos. Atitudes cotidianas ajudam a criança a preparar-se para postergar desejos e suportar a espera em nome de benefícios futuros. Isso é essencial para relacionar-se bem com o dinheiro, diz Cássia D´Aquino, educadora financeira. As atitudes dos pais são o parâmetro mais valioso. A criança notará a incoerência se a mãe negar um tênis novo, mas tiver 300 pares no armário. Ou se o pai fizer um discurso anticonsumista, mas trocar o aparelho de som toda vez ao surgir um novo modelo. Os passeios da família não devem resumir-se ao “shopping”, a fim de o prazer não ser associado a compras, lembra Raquel Caruso Whitaker, psicopedagoga. Gastos equilibrados e opiniões coerentes são fundamentais para ensinar uma atitude tranqüila em relação ao dinheiro, diz Whitaker. Encher a criança de brinquedos não é uma boa estratégia. Ela deve aprender a oportunidade de ocasiões e datas para ganhá-los. Deve perceber não ser possível satisfazer todos os desejos.
Lidar com o dinheiro é exercitar escolhas. Ao optar por uma compra, deixa-se de empregar o recurso em outra. Como treino, a criança deve ser estimulada a participar das decisões de escolha. A participação da criança no supermercado é uma fonte de aprendizado, a começar pela observância da lista de compras, introdutora da noção de planejamento. Os pais devem obedecer ao contido na lista e, também, mencionar se algo está caro ou barato, sinalizando racionalidade nas escolhas.
O momento certo de começar a mesada, segundo Cássia D´Aquino, é a partir dos 3 anos, quando a criança já entende a possibilidade de gastar, poupar ou ambas as coisas. Deve ser estimulada a idéia de fazer uma micropoupança em um cofrinho para juntar até ter o suficiente para pequenos desejos de consumo (associar a poupança a um objetivo). Dos 6 aos 10 anos, a semanada adquire um papel mais didático e pode cobrir parte dos gastos da criança, como o lanche da escola. O valor deve ser dado semanalmente para a facilitar a administração. A partir dos 11 anos, o dinheiro já pode ser mensal.
O objetivo da mesada é aprender fazer planejamento financeiro. Deve ter um dia fixo para o pagamento. A mesada não deve ser suspensa como punição para algum comportamento inadequado. Há outras formas de punir, como cortar o tempo na frente do “videogame”. A autonomia conferida pela mesada não significa carta branca para qualquer tipo de gasto. Devem ser estabelecidas algumas regras, principalmente quando seus filhos forem mais crescidos, de acordo com a idéia de adequado, como não usar o dinheiro para comprar cigarros ou revistas pornográficas. Erros fazem parte do aprendizado. Se a criança gastar logo o dinheiro, não deve ser privada do lanche, mas deve ser evitada a verba extra. Ela terá de levar um sanduíche de casa (Cláudia, São Paulo, out.2004, p. 200).
A falta de conhecimentos básicos é importante para um bom planejamento dos gastos ou para evitar a decisão errada de investir ou de tomar um empréstimo, alerta Cássia D’Aquino (Valor, São Paulo, 05 jan. 2005, p. D1). Lidar com o dinheiro é fazer escolhas e saber as consequências dessas decisões. Adiar uma satisfação do desejo exige uma perspectiva de longo prazo e muito treino. Quanto mais cedo se aprende a lidar com o dinheiro, melhor. O descontrole de gastos é o motivo alegado por 12% das pessoas incluídas na “lista negra” do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), conforme pesquisa de nov. 2004. O principal motivo (50%) ainda é o desemprego do titular da dívida. O desemprego por pessoa da família responde por 10% das causas da inadimplência.
Clientes mirins
As crianças passaram a gastar mais tempo com as compras e reduziram o tempo de atividades como brincar, ver televisão e conversar com os pais. O tempo dedicado pelas crianças às compras era de 1 hora e 52 minutos, em 1981, e elevou-se para 2 horas e 53 minutos, em 1997, de acordo com quadro exposto por Juliet Schor, americana, socióloga, especialista em tendência de consumo, autora do recém-lançado livro “Born to buy” (“Nascido para comprar”). Nunca se vendeu tanto para crianças de 4 a 12 anos, e elas passaram a ditar regras e a influenciar diretamente suas compras e até as da família. Transformaram-se num dos elos mais importantes estabelecidos entre o mercado e os lares: 40% das crianças urbanas identificam-se com marcas de carros e pelo menos 30% dos pais consultam os filhos antes de optar por um novo automóvel. Influenciam adultos na compra de eletrônicos e carros e na escolha de hotéis. Cansados da rotina no trabalho e sem disposição para enfrentar as pressões em casa, os pais muitas vezes cedem a todo e qualquer pedido da garotada. O tempo dispensado pelas crianças para conversa em casa, ou seja, de interação entre pais e filhos, caiu de 53 minutos, em 1981, para 35 minutos, em 1997. Como os pais não dizem “não” para coisa alguma coisa, as consequências tornam-se previsíveis, alerta Juliet Schor. No campo do comportamento, aumentam os casos de violência nas escolas. Os garotos não sabem reconhecer o seu limite individual. Meninos e meninas estão sofrendo disfunções como depressão, ansiedade, baixa auto-estima e problemas psicossomáticos. No campo da saúde, a liberalidade para a compra de doces, salgadinhos e refrigerantes agravou o problema do peso e 25% dos jovens americanos estão acima do peso ou obesos (“Cliente mirins”. Exame, São Paulo, n. 831, 24 nov. 2004, p. 122).
Autonomia
A criança não se relaciona diretamente com as responsabilidades da vida. Ela é protegida pelos pais. A partir da adolescência, os pais, no entanto, precisam diminuir gradualmente a proteção para conduzir o filho na direção da autonomia de seu viver. O alvo da educação é a autonomia, ou seja, a possibilidade de o jovem ser capaz de viver por conta própria uma vez terminada a adolescência. Essa autonomia traduz-se na liberdade de viver e pressupõe a responsabilidade de governar sua própria vida e de arcar com as conseqüências de suas escolhas. Ao chegar aos 17 ou 18 anos o jovem já tem condições de ficar sem a proteção dos pais em tudo.
Alguns pais dão proteção em demasia aos filhos e servem de anteparo para quase todas as vicissitudes e sofrimentos inevitáveis da vida. Assumem e compartilham as responsabilidades com os filhos. A conseqüência é os filhos continuarem dependentes dos pais, mesmo após a adolescência.
Mas não dá para culpar os pais pelos caminhos escolhidos por um adulto. Ao deixar a adolescência, o ser humano torna-se livre para optar e para cuidar-se. Em momentos difíceis, em qualquer idade, os pais podem colaborar com os filhos, porém o apoio deve ser muito mais afetivo, de encorajamento e solidariedade.
Edson Cholbi Nascimento, Edinho, ex-goleiro, 34 anos, filho de Pelé, 64 anos, foi acusado de envolvimento com drogas. Pelé se culpou por não ter-se dedicado mais à educação dos filhos. Uma extensa agenda de compromissos roubou seu tempo de dedicação aos filhos. Mas Edinho deve responder sozinho pelas suas escolhas na vida como todo homem adulto, concluiu Rosely Sayão, psicóloga, autora de “Como educar meu filho?” (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 jun. 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
Bullying
É qualquer comportamento, mesmo em tom de brincadeira, capaz de intimidar, ofender, agredir ou excluir. Crianças e jovens não refletem sobre a responsabilidade de seus atos, palavras e condutas. Não conseguem ainda colocar-se no lugar do outro. Os adultos precisam fazer a iniciação dos mais novos na vida em grupo e na vida civil. Nas escolas, alunos convivem diariamente com o “bullying” e não sabem como reagir. Muitos pais, conscientes do papel de iniciar os filhos nas relações humanas, preocupam-se em instruir-lhes sobre como agir caso sejam vítimas do “bullying”. Alguns pais não se comprometem com essa iniciação e simplesmente consideram as crianças e os jovens de hoje sem senso de limites. Os adultos se ausentam das relações da crianças e jovens com os outros e os casos de “bullying” vêm ocorrendo com frequência, avalia Rosely Syão, psicóloga, autora de “Como educar meu filho?”, São Paulo: Publifolha (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 maio 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
O aluno tímido e inseguro é, com mais frequência, vítima de “bullying” na escola (ser zoado ou alvo de brincadeira de mau gosto ou chamado de apelido ofensivo). A platéia dentro da classe ao rir do “bullying” só incentiva a atitude. A internet tornou-se uma grande aliada do “bullying” por meio de “blogs” criados para azucrinar a vida de um colega, de fofocas transmitidas por programas de mensagem e até mesmo do “orkut”, assinala Cleo Fante, autora do livro “Fenômeno ‘bullying’: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”. Vítimas de “bullying” se deparam com fotografias, tiradas sem autorização, espalhadas pela rede com piadinhas, gozações e até ameaças (Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 jun. 2005, Folha Teen, p. 7).
Crianças gastadoras, pais cúmplices
A atual geração de crianças e adolescentes é a mais orientada ao consumo de toda a história dos EUA. Essas crianças e adolescentes querem ser ricas (75%) e famosas (61%). As grifes, segundo elas e eles, definem quem são e dão o seu status social. Crianças podem reconhecer logomarcas aos 18 meses; antes do segundo aniversário, estão pedindo coisas pelo nome das marcas; antes mesmo de iniciar sua vida escolar, 25% delas já têm televisão no quarto, podem lembrar-se de 200 marcas e acumulam uma série sem precedentes de objetos, começando por 70 novos brinquedos por ano. As crianças de 10 anos têm em média 300 a 400 marcas e logomarcas na memória. As crianças assistem a 40 mil comerciais na televisão por ano e requisitam 3 mil produtos e serviços por ano. As crianças e os adolescentes são considerados hoje pelos publicitários como o melhor caminho para chegar ao bolso de seus pais. Atualmente, 80% das marcas globais têm uma estratégia específica para crianças e adolescentes, observa Martin Lindstrom, um dos maiores gurus do mundo publicitário. Os filhos influenciam os pais na decisão de compras. Na compra de carros, 67% dos pais solicitam a opinião dos filhos. A exposição excessiva a valores materiais está deixando as crianças mais depressivas, ansiosas e muito acima de seu peso. Está prejudicando o bem-estar das crianças americanas, conclui Juliet B. Schor, autora de “Born to buy” (EUA: Scribner Books) (Valor, São Paulo, 21 jul. 2005, p. D6).
Artes
Na formação dos filhos, os pais devem considerar o papel das artes. A criança e o jovem podem, por meio das artes, aprender de modo criativo o sentido da concentração, da disciplina, do esforço e da organização, além de aguçar a sensibilidade e aprender a valorizar o belo. Podem também entender, de modo mais concreto, o quanto de tenacidade e perseverança é preciso para viver, observa Rosely Sayão (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 ago. 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
Dica
Tem um livrinho para lermos junto com os pequenos disponivel na internet
Dinheiro não é Brincadeira
História em quadrinhos que ensina a criança a se relacionar com o dinheiro de forma construtiva e responsável. Cássia D’Aquino Filocre e Cláudio de Oliveira
click Aqui para ler muito bom!!!
A principal motivação para uma criança aprender é o prazer sentido em estar perto de outras pessoas. O desenvolvimento cognitivo não pode ser separado do desenvolvimento emocional. Se o pai exercer pressão pela parte cognitiva, a criança acabará desistindo de dar-lhe atenção nos momentos de ensinamento. Nos primeiros quatro ou cinco anos de idade, as crianças aprendem muitos dos valores morais ensinados. Elas começam a respeitar os outros e a ter consciência dos sentimentos e das necessidades das outras pessoas. Nos primeiros anos, a criança deve aprender a ter autoconfiança suficiente e a ter coragem de encarar o desafio. A melhor maneira de aprender é correndo o risco de errar. A vida das crianças não pode ser só de alegrias. Elas têm de experimentar o esforço ou o trabalho mediante recompensa (nem sempre imediata), pois senão poderão sofrer desapontamentos pelo resto de suas vidas, diz Sparrow (id.).
As bases para o aprendizado e para a pessoa sentir-se feliz com ela mesma são fundamentais nos primeiros anos de vida, avalia Thomas Barry Brazelton, pediatra, professor da Universidade Harvard. Os pais querem sempre dar o melhor para seus filhos. Pais de classe média podem viver uma situação de estresse quando ambos trabalham fora e têm, por exemplo, a mídia competindo pelas mentes e corações de seus filhos. Os pais mais pobres enfrentam, também, outros estresses devido à sua condição de pobreza, como a preocupação com comida, dinheiro ou moradia (id.).
Educação financeira
As bases da educação financeira são transmitidas por meio de atitudes simples, na rotina do relacionamento entre pais e filhos. Atitudes cotidianas ajudam a criança a preparar-se para postergar desejos e suportar a espera em nome de benefícios futuros. Isso é essencial para relacionar-se bem com o dinheiro, diz Cássia D´Aquino, educadora financeira. As atitudes dos pais são o parâmetro mais valioso. A criança notará a incoerência se a mãe negar um tênis novo, mas tiver 300 pares no armário. Ou se o pai fizer um discurso anticonsumista, mas trocar o aparelho de som toda vez ao surgir um novo modelo. Os passeios da família não devem resumir-se ao “shopping”, a fim de o prazer não ser associado a compras, lembra Raquel Caruso Whitaker, psicopedagoga. Gastos equilibrados e opiniões coerentes são fundamentais para ensinar uma atitude tranqüila em relação ao dinheiro, diz Whitaker. Encher a criança de brinquedos não é uma boa estratégia. Ela deve aprender a oportunidade de ocasiões e datas para ganhá-los. Deve perceber não ser possível satisfazer todos os desejos.
Lidar com o dinheiro é exercitar escolhas. Ao optar por uma compra, deixa-se de empregar o recurso em outra. Como treino, a criança deve ser estimulada a participar das decisões de escolha. A participação da criança no supermercado é uma fonte de aprendizado, a começar pela observância da lista de compras, introdutora da noção de planejamento. Os pais devem obedecer ao contido na lista e, também, mencionar se algo está caro ou barato, sinalizando racionalidade nas escolhas.
O momento certo de começar a mesada, segundo Cássia D´Aquino, é a partir dos 3 anos, quando a criança já entende a possibilidade de gastar, poupar ou ambas as coisas. Deve ser estimulada a idéia de fazer uma micropoupança em um cofrinho para juntar até ter o suficiente para pequenos desejos de consumo (associar a poupança a um objetivo). Dos 6 aos 10 anos, a semanada adquire um papel mais didático e pode cobrir parte dos gastos da criança, como o lanche da escola. O valor deve ser dado semanalmente para a facilitar a administração. A partir dos 11 anos, o dinheiro já pode ser mensal.
O objetivo da mesada é aprender fazer planejamento financeiro. Deve ter um dia fixo para o pagamento. A mesada não deve ser suspensa como punição para algum comportamento inadequado. Há outras formas de punir, como cortar o tempo na frente do “videogame”. A autonomia conferida pela mesada não significa carta branca para qualquer tipo de gasto. Devem ser estabelecidas algumas regras, principalmente quando seus filhos forem mais crescidos, de acordo com a idéia de adequado, como não usar o dinheiro para comprar cigarros ou revistas pornográficas. Erros fazem parte do aprendizado. Se a criança gastar logo o dinheiro, não deve ser privada do lanche, mas deve ser evitada a verba extra. Ela terá de levar um sanduíche de casa (Cláudia, São Paulo, out.2004, p. 200).
A falta de conhecimentos básicos é importante para um bom planejamento dos gastos ou para evitar a decisão errada de investir ou de tomar um empréstimo, alerta Cássia D’Aquino (Valor, São Paulo, 05 jan. 2005, p. D1). Lidar com o dinheiro é fazer escolhas e saber as consequências dessas decisões. Adiar uma satisfação do desejo exige uma perspectiva de longo prazo e muito treino. Quanto mais cedo se aprende a lidar com o dinheiro, melhor. O descontrole de gastos é o motivo alegado por 12% das pessoas incluídas na “lista negra” do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), conforme pesquisa de nov. 2004. O principal motivo (50%) ainda é o desemprego do titular da dívida. O desemprego por pessoa da família responde por 10% das causas da inadimplência.
Clientes mirins
As crianças passaram a gastar mais tempo com as compras e reduziram o tempo de atividades como brincar, ver televisão e conversar com os pais. O tempo dedicado pelas crianças às compras era de 1 hora e 52 minutos, em 1981, e elevou-se para 2 horas e 53 minutos, em 1997, de acordo com quadro exposto por Juliet Schor, americana, socióloga, especialista em tendência de consumo, autora do recém-lançado livro “Born to buy” (“Nascido para comprar”). Nunca se vendeu tanto para crianças de 4 a 12 anos, e elas passaram a ditar regras e a influenciar diretamente suas compras e até as da família. Transformaram-se num dos elos mais importantes estabelecidos entre o mercado e os lares: 40% das crianças urbanas identificam-se com marcas de carros e pelo menos 30% dos pais consultam os filhos antes de optar por um novo automóvel. Influenciam adultos na compra de eletrônicos e carros e na escolha de hotéis. Cansados da rotina no trabalho e sem disposição para enfrentar as pressões em casa, os pais muitas vezes cedem a todo e qualquer pedido da garotada. O tempo dispensado pelas crianças para conversa em casa, ou seja, de interação entre pais e filhos, caiu de 53 minutos, em 1981, para 35 minutos, em 1997. Como os pais não dizem “não” para coisa alguma coisa, as consequências tornam-se previsíveis, alerta Juliet Schor. No campo do comportamento, aumentam os casos de violência nas escolas. Os garotos não sabem reconhecer o seu limite individual. Meninos e meninas estão sofrendo disfunções como depressão, ansiedade, baixa auto-estima e problemas psicossomáticos. No campo da saúde, a liberalidade para a compra de doces, salgadinhos e refrigerantes agravou o problema do peso e 25% dos jovens americanos estão acima do peso ou obesos (“Cliente mirins”. Exame, São Paulo, n. 831, 24 nov. 2004, p. 122).
Autonomia
A criança não se relaciona diretamente com as responsabilidades da vida. Ela é protegida pelos pais. A partir da adolescência, os pais, no entanto, precisam diminuir gradualmente a proteção para conduzir o filho na direção da autonomia de seu viver. O alvo da educação é a autonomia, ou seja, a possibilidade de o jovem ser capaz de viver por conta própria uma vez terminada a adolescência. Essa autonomia traduz-se na liberdade de viver e pressupõe a responsabilidade de governar sua própria vida e de arcar com as conseqüências de suas escolhas. Ao chegar aos 17 ou 18 anos o jovem já tem condições de ficar sem a proteção dos pais em tudo.
Alguns pais dão proteção em demasia aos filhos e servem de anteparo para quase todas as vicissitudes e sofrimentos inevitáveis da vida. Assumem e compartilham as responsabilidades com os filhos. A conseqüência é os filhos continuarem dependentes dos pais, mesmo após a adolescência.
Mas não dá para culpar os pais pelos caminhos escolhidos por um adulto. Ao deixar a adolescência, o ser humano torna-se livre para optar e para cuidar-se. Em momentos difíceis, em qualquer idade, os pais podem colaborar com os filhos, porém o apoio deve ser muito mais afetivo, de encorajamento e solidariedade.
Edson Cholbi Nascimento, Edinho, ex-goleiro, 34 anos, filho de Pelé, 64 anos, foi acusado de envolvimento com drogas. Pelé se culpou por não ter-se dedicado mais à educação dos filhos. Uma extensa agenda de compromissos roubou seu tempo de dedicação aos filhos. Mas Edinho deve responder sozinho pelas suas escolhas na vida como todo homem adulto, concluiu Rosely Sayão, psicóloga, autora de “Como educar meu filho?” (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 jun. 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
Bullying
É qualquer comportamento, mesmo em tom de brincadeira, capaz de intimidar, ofender, agredir ou excluir. Crianças e jovens não refletem sobre a responsabilidade de seus atos, palavras e condutas. Não conseguem ainda colocar-se no lugar do outro. Os adultos precisam fazer a iniciação dos mais novos na vida em grupo e na vida civil. Nas escolas, alunos convivem diariamente com o “bullying” e não sabem como reagir. Muitos pais, conscientes do papel de iniciar os filhos nas relações humanas, preocupam-se em instruir-lhes sobre como agir caso sejam vítimas do “bullying”. Alguns pais não se comprometem com essa iniciação e simplesmente consideram as crianças e os jovens de hoje sem senso de limites. Os adultos se ausentam das relações da crianças e jovens com os outros e os casos de “bullying” vêm ocorrendo com frequência, avalia Rosely Syão, psicóloga, autora de “Como educar meu filho?”, São Paulo: Publifolha (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 maio 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
O aluno tímido e inseguro é, com mais frequência, vítima de “bullying” na escola (ser zoado ou alvo de brincadeira de mau gosto ou chamado de apelido ofensivo). A platéia dentro da classe ao rir do “bullying” só incentiva a atitude. A internet tornou-se uma grande aliada do “bullying” por meio de “blogs” criados para azucrinar a vida de um colega, de fofocas transmitidas por programas de mensagem e até mesmo do “orkut”, assinala Cleo Fante, autora do livro “Fenômeno ‘bullying’: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”. Vítimas de “bullying” se deparam com fotografias, tiradas sem autorização, espalhadas pela rede com piadinhas, gozações e até ameaças (Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 jun. 2005, Folha Teen, p. 7).
Crianças gastadoras, pais cúmplices
A atual geração de crianças e adolescentes é a mais orientada ao consumo de toda a história dos EUA. Essas crianças e adolescentes querem ser ricas (75%) e famosas (61%). As grifes, segundo elas e eles, definem quem são e dão o seu status social. Crianças podem reconhecer logomarcas aos 18 meses; antes do segundo aniversário, estão pedindo coisas pelo nome das marcas; antes mesmo de iniciar sua vida escolar, 25% delas já têm televisão no quarto, podem lembrar-se de 200 marcas e acumulam uma série sem precedentes de objetos, começando por 70 novos brinquedos por ano. As crianças de 10 anos têm em média 300 a 400 marcas e logomarcas na memória. As crianças assistem a 40 mil comerciais na televisão por ano e requisitam 3 mil produtos e serviços por ano. As crianças e os adolescentes são considerados hoje pelos publicitários como o melhor caminho para chegar ao bolso de seus pais. Atualmente, 80% das marcas globais têm uma estratégia específica para crianças e adolescentes, observa Martin Lindstrom, um dos maiores gurus do mundo publicitário. Os filhos influenciam os pais na decisão de compras. Na compra de carros, 67% dos pais solicitam a opinião dos filhos. A exposição excessiva a valores materiais está deixando as crianças mais depressivas, ansiosas e muito acima de seu peso. Está prejudicando o bem-estar das crianças americanas, conclui Juliet B. Schor, autora de “Born to buy” (EUA: Scribner Books) (Valor, São Paulo, 21 jul. 2005, p. D6).
Artes
Na formação dos filhos, os pais devem considerar o papel das artes. A criança e o jovem podem, por meio das artes, aprender de modo criativo o sentido da concentração, da disciplina, do esforço e da organização, além de aguçar a sensibilidade e aprender a valorizar o belo. Podem também entender, de modo mais concreto, o quanto de tenacidade e perseverança é preciso para viver, observa Rosely Sayão (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 ago. 2005, Folha Equilíbrio, p. 12).
Dica
Tem um livrinho para lermos junto com os pequenos disponivel na internet
Dinheiro não é Brincadeira
História em quadrinhos que ensina a criança a se relacionar com o dinheiro de forma construtiva e responsável. Cássia D’Aquino Filocre e Cláudio de Oliveira
click Aqui para ler muito bom!!!
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